PRONOMES DE TRATAMENTO
Os pronomes de
tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas
peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e pronominal. Embora se
refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se
dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É que
o verbo concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo
sintático: "Vossa Senhoria nomeará o substituto"; "Vossa Excelência
conhece o assunto".
Da mesma forma, os pronomes
possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa:
"Vossa Senhoria nomeará seu substituto" (e não "Vossa ...
vosso...").
Já quanto aos adjetivos
referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da
pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se
nosso interlocutor for homem, o correto é "Vossa Excelência está
atarefado", "Vossa Senhoria deve estar satisfeito"; se for mulher,
"Vossa Excelência está atarefada", "Vossa Senhoria deve estar
satisfeita".
O emprego dos
pronomes de tratamento obedece a secular tradição. São de uso
consagrado:
Vossa
Excelência, para as seguintes autoridades:
a) do Poder
Executivo;
Presidente da
República;
Vice-Presidente da República;
Ministros de
Estado;
Governadores e
Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;
Oficiais-Generais das Forças Armadas;
Embaixadores;
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de
natureza especial;
Secretários de
Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos
Municipais