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A demissão, finalmente

 

16 de junho de 2010 | 0h 00

 

estadao - O Estado de S.Paulo

 

O governo deu ao ainda secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, tempo mais do que suficiente para ele preservar um resto de dignidade, tomando a iniciativa de se demitir do cargo depois que o Estado revelou no começo de maio as suas ligações com um dos chefes da máfia chinesa de São Paulo, Li Kwok Kwen. Paulo Li, como é conhecido, está preso desde setembro passado por contrabando de telefones celulares. Gravações e e-mails interceptados pela Polícia Federal na Operação Wei Jin (mercadoria proibida) deixaram patente que as relações entre eles estavam encharcadas de ilícitos.

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, decerto com a anuência do presidente Lula, permitiu que Romeu Tuma Júnior aparentasse tirar 30 dias de férias para rebater as acusações ? quando, na verdade, tinha sido afastado.

Os seus superiores esperavam que, ao cabo desse período, se não antes, o filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP), que devia o emprego a um acordo para que o pai aderisse à base governista na Casa, deixasse por conta própria o posto. Ele poderia alegar, como é de praxe nessas circunstâncias, que assim procedia para não obstruir as investigações a seu respeito, as quais, naturalmente, comprovariam de forma cabal a sua inocência.

Qual o quê. Diante da teimosia do acusado em se afivelar a uma cadeira na qual já não tinha a menor condição de permanecer ? a Secretaria Nacional de Justiça, entre outras atividades, rastreia remessas ilegais de dinheiro para o exter

 

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